monalisacombigode

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  • Informações da Banda

    monalisacombigode

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    Integrantes:

    E-mail: monalisacombigode@gmail.com

    Origem: Recife - pe (Brasil)

    Residência: Recife - pe (Brasil)

  • RELEASE



    A banda Mona Lisa com Bigode, mistura rock com a música romântica popular, até mesmo pelo fato de ter sido reprimido durante a ditadura militar, o gênero musical conhecido como “Brega” demonstra que possui certo grau de influência na sociedade brasileira e pode, por isso mesmo, ser usado não apenas para desabafar dor-de-corno ou cantar, às vezes de forma grosseira, o corpo feminino: o gênero pode, e deve, ser também um “espaço” para a transmissão de idéias e de experimentações.
    Essa é a opinião dos integrantes da Mona Lisa com Bigode.
    Formada por ex / e atuais integrantes de vários grupos de Rock, Reggae, Pop (Coda, Tao, Brega Pesado, Marcelo Santana, Filhos da Pátria, Natureza Humana, etc.), a banda tem hoje entre as suas principais características o “culto” a um estilo musical para o qual a maioria de seus músicos sempre torceu o nariz: o brega. “A descoberta do brega se deu de forma bastante espontânea, na medida em que fomos conhecendo, entre outras coisas, as traduções de letras de roqueiros de vários países, que nada diferem das nossas chamadas de dor-de-cotovelo, ou melhor, dor-de-corno”, diz Jason Morais, vocalista e baterista da banda.
    O músico chama atenção para o fato de que o gênero musical, nos vários estilos que o compõem, exerce uma considerável influência na forma de sentir e pensar de grande parte da sociedade brasileira e que, além de continuar ocupando considerável espaço na mídia e ser tema de teses de mestrado, está marcando crescente presença no mercado editorial, através de livros como Almanaque da Música Brega, de Antônio Carlos Cabrera, e Eu Não Sou Cachorro, Não – Música Popular Cafona e Ditadura Militar, de Paulo César de Araújo (o mesmo autor da biografia proibida de Roberto Carlos).
    “Esse livro fala da censura e perseguição que alguns artistas do gênero, a exemplo de Odair José, sofreram durante a ditadura militar, o que demonstra que os representantes do regime de exceção tinham plena consciência de que esses cantores e compositores faziam a cabeça de um grande contingente de nossa população”, acredita Jason.
    Exatamente por reconhecer essa influência social e cultural do brega, os integrantes da banda acham que o gênero merece e precisa ser reciclado, incorporando novas idéias e conceitos. “É claro que o brega não pode perder o lado sentimental, que está na sua essência e na forma de ser de grande parte do povo brasileiro, mas não pode ser apenas coração. Também não pode falar somente de sexo, ser somente corpo. O brega pode, e deve, ser também ‘cabeça’ e tratar de uma série de questões culturais e sociais. Dizem que o povão não gosta de pensar, mas ele gosta. É só ser motivado para isso”, filosofa o guitarrista Inaldo Melo, acrescentando que um dos projetos alimentados pela banda é fazer os roqueiros gostarem de brega (original anos 70 e 80) e os bregueiros se interessarem por rock.

    Bregas de todas as latitudes e com muito humor

    Colocando em prática as suas “teses”, a Mona Lisa com Bigode faz no repertório de seu CD releituras de alguns “clássicos” do gênero, como Mentira, de Evaldo Braga, Já Troquei Você Por Outra e Sai do meu caminho, de Carlos Alexandre, Fim de Noivado, de Maurício Reis, Eu vou tirar você desse Lugar, de Odair José, No toca fita do meu carro, de Bartô Galeno, Se Te Agarro com Outro de Mato, de Sydnel Magal, Versões de músicas internacionais e músicas próprias .



    Embora não sejam conhecidos como brega, alguns sucessos de décadas atrás, por terem estrutura rítmica assemelhada a esse gênero, foram incluídos no CD. É o caso de SOS e Medo da Chuva, de Raul Seixas, “Não foi por acaso que incluímos Raul Seixas no CD, tem muito a ver com a nossa filosofia. Apesar de sua música ter afinidade com o brega, ele trata de muitos temas profundos em suas canções”, diz Inaldo, acrescentando que o próximo CD terá o repertório formado, sobretudo, por composições da própria banda.
    O clima predominante no disco do Mona Lisa com Bigode, e principalmente no show, que fazem questão de ressaltar os integrantes do grupo –, é o bom humor, mesmo nas músicas que, em suas formas originais, possuem um tom dramático e falam de separação, sofrimento amoroso e outras coisas do gênero.
    “O que a banda procura passar como mensagem, nesse caso, é que mesmo as situações difíceis podem ser tratadas sem o recurso da violência, como fazem muitos homens depois do fim de um relacionamento amoroso. É claro que canções não têm força para mudar a realidade, mas os artistas possuem um importante papel social e a violência contra as mulheres é um mal que precisa ser combatido de várias maneiras e em todas as frentes”, explica o jornalista Gilson Oliveira, (Jornalista Companhia Editora de PE) divulgador do Mona Lisa com Bigode.


    Releitura como estímulo à análise e à criatividade

    Discorrendo sobre o nome da banda, Gilson Oliveira diz que é uma referência a um quadro do pintor francês Marcel Duchamp, intitulado exatamente Mona Lisa com Bigode: “Ao colocar um bigode no quadro Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, e apresentar esse trabalho em uma exposição como sendo uma obra bem diferente da pintada por da Vinci, Duchamp colocou a releitura e a paródia como importantes formas de expressão, pois permitem ver as mesmas coisas de uma forma totalmente diferente, estimulando, entre outras coisas, a criatividade, a capacidade de análise e a consciência de que a arte é um mundo de imensas possibilidades”.
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