Abismo
  • Informações da Banda

    Abismo

    Abismo

    Integrantes:
    Allan Nogueira . voz
    Ivalter Holanda Jr. . bateria
    Anderson Peixoto . guitarra
    Hudson Rocha . guitarra
    Mário Viana Neto . baixo

    ...

    Telefone: 82-88047514
    E-mail: [email protected]

    Origem: Maceió - al (Brasil)

    Residência: Maceió - al (Brasil)

    Estilo
    Rock, Metal, Thrash Metal, Groove Metal

    Redes Sociais

  • Release

    Algumas linhas abissais

    Abismo é uma banda com dois inícios. Na verdade três. O primeiro foi quando Allan e Ivalter, respectivamente vocalista e baterista da atual formação, juntaram-se para fazer um trabalho de inglês na escola e tocaram uma música... em inglês – isso foi em 1997. Depois do trabalho, começaram a formar ‘uma banda qualquer’, que acabou tocando rock, mas que poderia ter se tornado um grupo de MPB, uma boyband ou, quem sabe, uma banda de pagode. O segundo início, em 1999, é o que de fato é contado como o pontapé inicial, pois foi quando a banda começou a ensaiar com o nome Abismo e a coisa já era rock ‘de verdade’. O terceiro início foi pouco tempo depois, em maio do ano 2000, quando aconteceram as primeiras apresentações. Talvez um quarto início seja computado, já que em 2008 foi lançado o cd “Until the selfishness tear us apart” (Até que o egoísmo nos separe), primeiro trabalho autoral da banda.

    No percurso, como acontece em outros agrupamentos, alguns camaradas ficaram pra trás, outros que preferiram ficar pra trás, mas nenhum deles deixados pra trás. Atualmente, além dos dois integrantes já citados (Allan e Ivalter), compõem a Abismo os guitarristas Anderson Peixoto e Hudson Rocha, além do baixista Mário Viana Neto. Formação que se completou no início de 2011.

    O primeiro cd é uma espécie de compilação de canções feitas durante os anos que antecederam a sua gravação. Tanto é assim que há no cd composições de todos os ex-integrantes da banda. O único ex-membro que não compôs, participou da gravação do disco. São dez faixas, guitarras gravemente afinadas em B (si) e A (lá), baterias firmes, um baixo visceral e alguns vocais guturais, com pouco espaço para a voz limpa e melódica. As letras das músicas, no geral, são reclamações – sintomas da adolescência? Talvez. Reclamações contra a exploração, a desigualdade, a morte, a alienação, a mentira, ou o que, de alguma forma, origina tudo isso: o egoísmo.

    Alguns shows são memoráveis para a história da Abismo. Fora de Maceió algumas vezes, com os esforços recompensados em todas elas, já que o público sempre retribuiu com algum aplauso, um grito, grandes ‘rodas’ e uma ou outra pessoa que sobe no palco pra cantar, bater cabeça ou simplesmente se jogar de lá de cima. Arapiraca, Garanhuns, Petrolândia, são algumas das cidades que viram Abismo. Parece pouco para quem tem mais de dez anos na ativa, mas é muito para uma banda que em pouquíssimas oportunidades recebeu algum cachê para se apresentar.

    Em Maceió há uma história, naturalmente, mais vasta. Juntando os festivais, as oportunidades de tocar com algumas bandas do cenário nacional e/ou mundial, os shows em grandes casas ou pequenas garagens, três deles são destacados: o lançamento do primeiro cd, em setembro de 2008, no Jaraguá, com casa cheia e o público em grande sintonia com a banda, cantando as músicas e participando ativamente do show; uma apresentação no Graciliano Ramos, realizada em 2004 para uma platéia que não deixou nenhum espaço vazio na praça central do bairro; e, em 2009, o show de abertura para Sepultura, Angra e Matanza, que figura como um tipo de premiação para a banda: em primeiro lugar pela oportunidade de tocar com uma banda que sempre serviu de referência, o Sepultura, e depois por ter sido um apelo do público de Maceió (no cartaz principal do evento não consta o nome da Abismo, pois foi convidada apenas uma semana antes do show acontecer).

    Hoje, mais de uma década depois dos inícios da banda, há menos tempo para ensaiar, menos cabelos na cabeça, mais dívidas e mais responsabilidades. O cenário é, ainda, problemático para quem pensa em fazer rock em Alagoas (ou seria melhor dizer que o cenário é difícil para quem pensa em fazer arte ou qualquer outra atividade intelectual que ameace, de alguma forma, a hegemonia de determinados grupos?). Mas o trabalho não para...

    Seja por necessidade de se renovar, ou pela consciência adquirida com alguns anos de palco, uma espécie de ‘semi-maturidade’. Abismo já trabalha em novas músicas, com algumas gravações encaminhadas e projetos a serem executados. Continuamos e pensamos mais, em mais.

    ...

  • Músicas

  • Vídeo