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VIA MANAUS – PARA O MUNDO: TURNÊ SUPERCOLISOR

A Terra dos Igarapés ousou a compartilhar com o Brasil os sensacionais amazonenses do Supercolisor em sua mais nova Turnê Zen Total do Ocidente 2015. A Tour que acompanha o lançamento do segundo CD da banda, já é um grande marco na história da banda, tendo em vista as grandes novidades que foram resultando nesse processo.

[Conheça mais a banda: http://www.supercolisor.tnb.art.br/]

Pra conhecer mais um pouco dessas novidades, conversamos com Natan Fonseca, baterista da banda, que  explica a agenda lotada da banda nos próximos dias.

Saca só!

1. É a segunda tour de vocês pelas regiões sudeste e sul, só que com nome novo e disco novo, o Zen Total do Ocidente. Como vocês estão encarando esta segunda empreitada na região?


Estamos muito contentes e confiantes.Voltamos com um material bem mais robusto e um nome um pouco mais reconhecível para o grande público, graças ao que eu acredito ter sido um dever de casa bem feito. Desde antes mesmo da nossa primeira passagem já tínhamos a consciência de que, para manter esse projeto vivo no longo prazo, seria fundamental expandir nossas fronteiras e conquistar novas terras além da nossa querida e calorosa vizinhança, que isso é um processo gradual e que nada aconteceria por acaso. Produzimos e lançamos muitos materiais desde lá sob uma qualidade – pelo que o público indica – sempre crescente. Os shows da nossa primeira turnê foram maravilhosos, mas não se comparam à projeção que esse material ganhou “de share em share” pela internet. Estamos voltando com tudo isso fresquinho na bagagem e estamos ansiosos para encontrar com esse público que tem sido surpreende nas redes sociais.

2. Aliás, conta pra gente a história da mudança de nome da banda, de Malbec pra Supercolisor.

A uma dada altura da nossa carreira começamos a perceber que o nome estava dificultando o contato do público conosco. Quando demos esse nome para a banda só tínhamos como referência, inocentemente, o nome da uva. Só depois fomos percebendo a infinidade de produtos que já existiam ou passaram a existir com o mesmo nome. Apesar de o termos registrado com facilidade para o uso no campo da música, não achamos o suficiente pois ainda assim as pessoas continuavam tendo dificuldade para encontrar o grupo na internet, que é nossa maior vitrine. Faz um teste e experimenta procurar no google, ou mesmo no twitter, as palavras “Malbec” e “Supercolisor” pra você ver a diferença! Foi uma decisão dolorosa, mas tomamos coragem e fizemos. E acho que deu muito certo. Apesar de perdermos um pouco do vínculo com tudo o que conquistamos em 7 anos de trabalho, acredito que estamos recuperando de forma bem veloz, além de construindo coisas novas em cima. E acredito que isso é um sinal de que estamos evoluindo, pois prova que não temos nenhuma dependência de “hits do passado”, e que estamos conseguindo nos renovar e nos superar a cada novo material.

3. A banda também mudou sua formação no processo de lançamento do novo álbum (Zen Total do Ocidente). Qual o impacto disso na construção do novo show e quais as principais referências desse novo trabalho?

O impacto não foi muito sentido pois durante a maior parte da produção do álbum trabalhamos como um quarteto mesmo, e só no final experimentamos essa vida de quinteto. Então nós já imaginávamos os desafios que seria executá-lo ao vivo. Vimos que seria interessante fazermos alguns rodízios de instrumentos no palco e o fato de muitas bandas que gostamos também fazerem isso, pelos mesmos motivos, nos encorajou.

4. Dessa vez vcs se instalam em SP por pelo menos 03 meses. Como tá sendo a construção dessa agenda de shows e quais as perspectivas pra um período mais longo fora de casa? O fato de estarem morando junto agora influencia na produção musical e no show?

A construção da agenda tem sido aos poucos. Estamos tentando selecionar as melhores oportunidades e ainda esperando muitas confirmações. O processo, por estarmos longe, foi bastante “facebooking” mesmo.
Acabamos de chegar, ainda nem escolhi meu espaço na geladeira direito, então nem dá pra dizer se essa convivência influenciará ou não. Mas pela nossa experiência é provável que sim. Muito do Zen Total do Ocidente nós vimos começar a nascer durante a turnê que fizemos pelo nordeste em 2013. Quem conhece nossos 2 álbuns pode perceber que aquelas praias realmente amoleceram um pouco nossos corações.

5. Encarar o desafio da circulação para fora do estado, principalmente para os grupos do norte do Brasil não é tarefa fácil. De que forma vocês conseguiram viabilizar isso? Que resultados vocês esperam com esta migração?

Conseguimos nos capitalizar através da venda de CDs, camisas, bonecos, bottoms e outras coisas, além da produção de nossos próprios eventos. Aliás, muito obrigado a todos que tiverem participado e contribuído para isso! Procuramos pela melhor época e melhores condições de vir, e viemos.
Esperamos conseguir consolidar e multiplicar uma base de fãs nesses lugares, construir uma rede de contatos forte, e sermos felizes!

6. São Paulo sem dúvida é uma das capitais que mais oferece chances pra quem quer viver de música. Como fazer para aproveitar as oportunidades oferecidas em São Paulo para ampliar e consolidar um público em outros lugares? E como isso pode ajudar a mobilizar a própria cena de Manaus, de onde vocês vieram?

São Paulo não é só um centro econômico, mas também um pólo irradiador cultural e logístico. A melhor forma de aproveitar as oportunidades, assim como em todos os lugares, é sendo pró-ativo. Agindo com planejamento, inteligência, e dando seu suor.
Espero que a cena de Manaus possa se beneficiar da repercussão que tivermos e que os grupos possam enxergar erros e acertos nossos para que todos façamos cada vez mais bonito.

7. Quais as principais mudanças e adaptações que vocês estão sentindo com a mudança de Manaus para São Paulo?

Estamos distantes da nossa zona de “conforto”, onde temos um lugar pra produzir, 100% do nosso equipamento, conhecemos produtores e casas de show, além de já conhecermos o nosso público. Ainda precisamos fortalecer esse conhecimento e estrutura tanto em São Paulo quanto nos outros estados.


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