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Rede Brasil de Festivais 2015

Rede Brasil de Festivais

A Rede Brasil de festivais surge em 2012 a partir do desdobramento e aprimoramento da ABRAFIN, e se organiza a partir de 3 princípios fundamentais:  compromisso com a cena local, compromisso com a continuidade, e troca de tecnologias.

Atualmente são mais de 60 festivais organizados em 6 circuitos regionais:

  • Circuito Amazônico

  • Circuito Nordeste

  • Circuito Centro Oeste

  • Circuito Sul

  • Circuito Paulista

  • Circuito Mineiro

Além de ser um campo de articulação politica e buscar incidir no desenvolvimento de politicas públicas para o setor, a RBF busca aproximar os produtores e criar ambientes de negociação coletiva e troca de informações e tecnologias, criação turnês conjuntas e uma estratégia de comunicação voltada para o posicionamento dos festivais independentes em todo o Brasil.

Contexto e surgimento

Os festivais de música sempre tiveram um importante papel simbólico e estrutural na construção da narrativa da Música Brasileira. Seja através de processos de promoção, de rotas de circulação e formação de platéia, até o momento mais recente, no qual os festivais de música independente assumiram um papel de protagonismo na irradiação da nova música brasileira e, fundamentalmente, das novas tecnologias e alternativas para o cenário crítico vivido pelo modelo anterior.

De forma comprometida e movidos pelo desejo de abrir espaço para estes novos artistas, pouco mais de uma dezena de produtores procurou, a partir dos anos 90, construir projetos de música independente em suas próprias cidades, como uma forma de criar pontes entre o cenário cultural local e o mundo. A partir dos anos 2000, com o acirramento da crise da grande indústria, e com as conexões promovidas pela cultura digital, este processo ganha mais força.

Em 2005, 16 festivais de música independente se unem numa iniciativa inovadora que gerou conseqüências decisivas para o cenário musical brasileiro. Com base em três princípios fundamentais: compromisso com a cena local, compromisso com a continuidade, e troca de tecnologias, estes festivais já não estavam mais isolados em suas cidades e constituíram a Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes).

A experiência de cada um serviu como base para o alinhamento e a consolidação de uma série de ações coletivas. A promoção de um calendário nacional de festivais somou-se à composição de uma variedade de bandeiras, que passaram a ser encampadas, forçando a reavaliação de alguns princípios, tanto de políticas públicas para a cultura quanto para o próprio mercado da música.

Consolidada, a Abrafin canalizou e fomentou vários debates, envolvendo temas diversos e muitas vezes polêmicos. Num primeiro momento, o impulso veio pelo apelo de sua novidade e, depois pelo fortalecimento dos festivais, tornando-se uma plataforma fundamental para a criação de ambientes propícios à circulação artística e de conhecimento.

A intensificação deste processo ficou clara com o aumento significativo dos festivais por todo o Brasil, e diante disso, era necessário compreender os novos desafios colocados para este campo associativo. A disseminação da cultura de rede nos setores da sociedade e, especialmente no meio cultural, apontaram caminhos.

A passagem da ação individual, para uma ação coletiva é complementada com a intensificação dos espaços de troca e colaboração e a criação de processos descentralizados de gestão como alternativa capaz de dar conta de uma demanda cada vez maior e da necessidade de ampliar a sistematização e a geração de indicadores ligados a este setor.

A partir daí surgem os Circuitos Regionais, e a compreensão de que a lógica corporativa e de classe, importante a princípio para a ampliação de um novo ambiente associativo é  transposta para que o método colaborativo avance e um novo modelo de mercado musical realmente floresça.

O lançamento dos Circuitos Regionais e Estaduais de Festivais formam a base de nossa organização e apresenta-se como o marco da transformação da Abrafin em Rede Brasil de Festivais. Muita coisa mudou nos festivais, no Brasil e nos modelos de gestão e da entidade. Por isso, lançamos em 2012 a Rede Brasil de Festivais, com o compromisso fundamental de dar seqüência a esta história de organização dos festivais independentes brasileiros.

Salve os festivais independentes brasileiros e todas as suas conexões!

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