Quando Allan Yokohama, Marano e Fabiano Ferronato decidiram tocar juntos em um novo projeto, em maio de 2009, já sabiam que queriam criar um som que mantivesse o vigor noise das guitarras, sem abrir mão da delicadeza proporcionada por combinações sonoras mais sutis. Marano, que vinha tocando contrabaixo, queria voltar às guitarras e sem querer acabou por dar uma das marcas da banda. O “ensaio” que definiu Igor como o quarto elemento, foi também a confirmação de que poderiam seguir assim. No lugar do contrabaixo, o sintetizador e a guitarra barítono fazendo os graves. Ao optar por ficar sem este instrumento, o quarteto deslocou seu universo potencial para um ambiente diferenciado daquele criado pelo clássico trio guitarra-baixo-bateria, no qual os músicos estiveram até então. Estavam consolidadas as bases que dariam o impulso para a nova banda brasileira: Humanish. Um grupo de rock que nasce da vontade de navegar por novas sonoridades em sintonia com seu tempo. Todos no quarteto tiveram contato com a música muito cedo, ainda na infância no meio familiar. Na adolescência começaram a tocar e construíram uma trajetória que tem passagens por importantes bandas da música independente brasileira, como Poléxia, Charme Chulo, ESS, Terminal Guadalupe. Com estas bandas tiveram a chance de gravar com produtores de renome, como Roy Cicala e Apolo 9 (estúdio A9) e Tomás Magno (na Toca do Bandido, de Tom Capone).
Suingue e peso
Quando decidiram começar a era Humanish, já haviam se encontrado várias vezes em cima dos palcos. Talvez por isso, a química tenha reagido tão rápido bastando fazer um som juntos para que tudo clareasse. Na nova banda juntaram as diferentes referências que vão do punk ao jazz, com muita música nacional. O resultado é um som moderno, pesado e suingado, com climas setentistas bem combinados com a distorção característica dos anos 90. Outra característica da banda é o fato de ter dois vocalistas, ampliando horizontes de melodias, timbres e interpretações, num som calcado em riffs, texturas, psicodelia e poesia, que fala dos mais diversos sentimentos e idéias humanas.
Show
No show de lançamento de seu primeiro disco homônimo, Humanish leva ao palco um repertório inspirado na diversidade e riqueza da cultura brasileira, com músicas que mesclam melodias suaves e refrões fortes, pitadas de swing, rock and roll, pegada pop, tudo isso misturado a belas poesias que falam dos mais diversos sentimentos e idéias humanas. Essa apresentação traz o resultado das composições de uma banda cheia de criatividade e originalidade, fruto da união de músicos que possuem uma vasta experiência na música independente brasileira, que, com a união a Carlos Trilha, um dos principais produtores musicais brasileiros, apresenta uma proposta sonora que já chama a atenção de diversos jornalistas e agentes culturais do Brasil desde o lançamento do primeiro single “Eu acredito em você “ . Uma forte característica da banda é ter dois vocalistas e contar com uma formação “diferente”, substituindo o grave do baixo por uma guitarra barítono e sintetizador, junto ao saxofone, bateria, percussão e guitarra – ampliando horizontes de timbres e interpretações. Com essa mistura, Humanish leva ao ouvinte um show moderno e sintetizado, valorizando timbres e dinâmicas pra quem gosta de boa música. Tudo isso faz com que o público volte às suas casas com a certeza de que vale a pena ouvir e apreciar a nova música brasileira. Uma grande oportunidade para quem gosta de novidades e bons sons!
Comentários
1 comentário | Comente »
Por Humanish em Pelotas « Outro Sul em 16 de agosto de 2011 às 15:22
[...] do álbum Humanish Local: Galpão (José do Patrocínio, Ingresso: R$5 Mais informações aqui! Like this:LikeBe the first to like this [...]